Acordei com o meu celular vibrando e tentei atender
sem acordar o Luan, que ainda dormia no meu colo.
Você: Alô?
Clarisse: Oi amiga, já chegou tá tudo bem por ai?
Você: Oi, já sim Ba, bem num tá não né,
Clarisse: Imagino, e como ele está?
Você: Dormindo no meu colo, tá péssimo. Não perguntei
nada pra ele porque né..
Clarisse: Tá bom, só queria saber se você tá bem, e
o Christian?
Você: Em um hotel perto da minha casa.
Clarisse: Qualquer coisa me liga tá, e descansa.
Beijo
Você: Beijo.
Desligo o celular e vejo as horas, são onze da
manhã, e Luan continua num sono pesado. Olho ao redor e vejo Bruna e Gaby na
cozinha, e com todo cuidado do mundo me levanto e aonde Luan apoiava com a
cabeça coloquei uma almofada, e fui até a cozinha;
Você: Bru?
Bru: Oi cunha,
Você: Me conta o que aconteceu.
Me sentei na bancada e Bruna fez o mesmo, só que
com um pouco de dificuldade por causa da barrigona;
Bru: Ontem quando fui umas nove da manhã ela tava
estudando por causa da faculdade, e disse que tinha esquecido uns livro no
antigo AP. dela e que iria buscar, o Luan tinha saído com o meu pai pra ir na
central eu acho, e ela pegou o carro e foi, na volta, pelo que a policia disse
e uma testemunha que viu a hora do acidente e que chamou a ambulância foi que a
carreta veio na contra mão pra ultrapassar na curva e a Jade não conseguiu
desviar, acertou em cheio de frente, o motorista quebrou o braço e fraturou a
costela.
Você: Quando vocês descobriram?
Bru: Era umas meio dia, o Luan já estava louco
atrás dela até que a policia acho o celular dela e ligou pra cá, e disse que
ela tinha sofrido um acidente e que era pra nos irmos urgente pra lá, E quando
chegamos lá eles nos disseram. O Luan ficou louco, então os médicos tiveram que
dar calmante para ele.
Você: Acho que está fazendo efeito agora
Nos duas olhamos para ele, que dormia tranquilo no
sofá.
Bru: Você é o calmante dele.
Você: Não viaja Bruna – Dou um gole no suco que
Gaby deu para mim e ela –
Bru: Não to viajando, minha mãe tentou fazer ele
dormir no colo dela, eu, a Marla, mais ele ficava cinco minutos e levantava,
ficava andando de um lado pro outro. Ia lá fora e voltava, e foi só você chegar
e sentar com ele, que ele ficou calmo e dormiu. Você sabe, que, você é a
fortaleza dele. Isso você não pode negar. E obrigada por ter voltado. Ele
precisa de você alem de tudo, obrigada por estar aqui.
Ela se levanta e me deixa pensando nessa questão, é
claro que eu voltaria para ficar ao lado dele, ele precisava de mim. Comi um
pão de queijo e mexendo no celular, eu não sabia o que iria fazer. No twitter
as fãs se mobilizaram em correntes de oração, tanto para o Luan quando para
alma da Jade. Estava tão cansada que subi para o meu quarto e tomei um banho e
troquei de roupa, tinha que ajudar em alguma coisa né? Olhei meu guarda roupa e
para a janela estava sol optei por um look refrescante e leve.

Desci para a
sala, onde até alguns minutos atrás o Luan dormia, e não estava mais lá, fui na
cozinha e nada, no quintal dos fundo também nada. Olhei para a rua e ouvi vozes
vindas da casa do Luan, então fui lá ver. Fechei o portão e caminhei até lá.
Quando cheguei já fui entrando, e lá estavam muitas
pessoas da família do Luan, primas, tias, tios, todos reunidos na sala
conversando. Cumprimentei a todos e fui a cozinha Mari estava lá fazendo Creme
de abacate, imagino que seja pro Luan.
Você: Que ajuda mari?
Mari: Oi meu anjo, bom quero sim, tem como você
levar isso aqui pro Luan? E obrigada por te feito ele dormir um pouco.
Você: Levo
sim, eu imagino o que ele está passando.
Ela sorriu amavelmente para mim, e passou a bandeja
com o Creme de Abacate, suco de laranja e algumas bolachas doces, levei para o
segundo andar, entrei sem bater pois minhas mãos estavam ocupadas demais,
coloquei em cima da cama dele e fui chama – ló,
Você: Luan?
Luan: Oi, to indo.
E assim ele sai do banheiro com uma bermuda mal
amarrada os cabelos molhados e sem camisa, com um sorriso meio feliz, e meio
triste no rosto. Há meu menino, como dói ver você assim.
Você: Sua mãe pediu pra que eu trouxesse isso aqui
– apontei a bandeja –
Luan: Eu disse pra ela que não queria comer - disse
fechando a cara –
Você: Mais vai comer sim! - Coloquei a mão na
cintura fingindo bravura –
Luan: Fica aqui comigo?
Você: Vou ficar pra ter a certeza de que você vai
comer!
Sorriu para ele, que retribui e nos sentamos na
cama enorme dele como índios. Ele começa a comer, timidamente, mais depois se
joga no creme de abacate. Pude ate ver uma corzinha em seu rosto, ele ainda
estava péssimo por dentro mais por fora ele tentava mostrar – se forte, meu
coração faltava se despedaçar vendo meu pequeno daquele jeito. Entrei no
twitter, e claro o nome do Luan estava nos assuntos mais comentados do Brasil,
postei uma foto de uma pombinha branca, sei lá não sabia como lidar com essas situações, eram embaraçosas, vejo que
Luan acabou de comer e esta me olhando;
Você: O que foi?
Luan: Você parece tão, seilá, diferente...
Você: Acho que cresci, amadureci com o trabalho
mesmo sendo nova.
Luan: Entendo, também amadureci cedo.
Você: Eu sei.
Luan: Tem muita gente lá em baixo?
Você: Sua família, seus primos e um pessoal que eu
nunca vi na vida – começamos a rir juntos –
Luan: Acho que tenho que descer – Suspira fundo e
se levanta –
Nesse momento Mari entra no quarto;
Mari: Filho, ligaram, o corpo dela já foi liberado.
Ela falava como se estivesse se desculpando.
Luan: Tudo bem – suspira – o que eu faço?
Mari: Troca de roupa, que nos vamos pro cemitério.
Luan: tá. Você vai?
Ele me olha, não, eu não quero! Tenho que arrumar
uma desculpa, urgente.
Você: Não vai dar, meu sócio veio comigo e nos
vamos trabalhar. Tive que voltar antes e trazer o trabalho junto.
Digo me desculpando, percebo que ele ficou
chateado, não era isso que eu queria, mais não quero estar lá... Mais o meu
lado legal e que ama esse menino fala mais alto!
Você: Eu vou me atrasar um pouco, mais eu vou tá?
Luan: Obrigada – Ele me abraça e suspira – de
coração.
E assim eu pego a bandeja e vou para a cozinha,
Mari me agradece mais umas mil vezes, e eu vou em direção a minha casa, onde a
Bruna está deitada no sofá.
Você: Tá passando mal Brubs? – me sento ao lado
dela –
Bru: A Duda tá inquieta.
Você: Final de gravidez é assim, há o velório da
Jade já ta sabendo?
Bru: Já, você vai né?
Você: Mais tarde, tenho que ligar para o Christian,
Bru: É mesmo tinha me esquecido dele.
Você Tive que trazer o trabalho para cá, qualquer
coisa me chama tá.
Bru: Ok.
Saio de lá e vou em direção ao quintal dos fundos,
me sento na poltrona em frente a piscina e disco o numero dele;
#LigaçãoONN
Você: Chris?
Christian: Oi seunome, tudo bem?
Você: Tudo, e ai, muito trabalho?
Christian: O de sempre, ah, vi um ponto de loja
acho que você iria gostar!
Você: Serio? Onde?
Christian: Fica a vinte minutos da sua casa, quer
ir lá? Ou deixa pra depois?
Você: Vamos sim, depois eu vou para o velório....
Christian: É mesmo, então daqui dez minutos eu
passo ai pode ser?
Você: Claro! Até daqui a pouco.
Christian: Até!
#LigaçãoOFF
Voltei para dentro da casa e fui me arrumar,
coloquei uma saia mais longa e uma rasteirinha-

Estava calor
demais e não estávamos no escritório pra ficar uma coisa formal demais.
Pontualmente dez minutos depois Christian está na porta da minha casa me
esperando, antes de sair dou mais uma olhadinha na Brubs, já que Israel tinha
saído com o Pai do Luan, e aviso que vou ver a minha futura loja, e depois saio
e dou uma olhadela para a casa do Luan, que parece cada vez mais Cheia de
gente. Entro no carro e vou conversando descontraída com Christian até a minha
possível futura loja.
*
Você: Christian eu amei!
Estou encantada com o espaço, é simplesmente divino
-

Christian: Imaginei que iria gostar – O Telefone
dele toca – Com licença.
Ele sorri e sai para atender, e eu continuo babando
no espaço é muito lindo, e tem a minha cara.
Você: Algum problema?
Christian: Vou ter que voltar para NY,
Você: Porque?
Christian: Problemas que só eu consigo resolver,
mais enfim, você gostou mesmo?
Você: Claro amei! É divino, perfeito, maravilhoso.
Christian: Então está comprado! – Ele sorri para o
corretor de imóveis que vejo junto conosco -
Você: É Tão simples assim?
Christian: Você quer, e vai ser um ótimo negocio!
Você: Então fechado!
Sorrio e Christian e eu assinamos o contrato de
compra e venda, em menos de um mês essa belezinha será minha para eu fazer o
que eu bem quiser dela! Entramos no carro e Christian me leva para a casa, me
despeço dele e até pergunto se ele quer que eu o leve para o aeroporto mais ele
se recusa, um amor de pessoa, dou um abraço nele e me despeço mais uma vez, e
espero até que o carro dele faça a curva para que eu entre em casa.
E quando eu entrei até estranhei não tinha ninguém,
estava tudo no mais absoluto silencio, e até estranhei pois na casa do Luan não
tinha ninguém, fui em direção a sala é lá estava um bilhete, com a letrinha
puxada do Israel:
- Mana, fomos ao velório, não sei que horas você
vai chegar, mais por favor vai pra lá, a Bruna tá estranha, com dores a Duda tá
inquieta se acontecer alguma coisa eu preciso que você esteja lá pra me ajudar,
você sabe que eu sou um completo medroso, alias você conhece o irmão que tem
:p, o endereço é Rua: Emanuelle Fontoso nº782 – Inventei esse endereço U.U – Um
beijo. Israel.
Ah Israel medroso como sempre, ainda mais de ver
sangue, lembro o dia que eu arranquei o dente dele com um tapa quando éramos
pequenos, e quando ele viu o sangue vomitou e ficou mais branco que o normal,
foi engraçado mesmo. Subo para o quarto e tomo um banho rápido, esta muito
calou G-zuis amado prendo o cabelo em um rabo de cavalo e vou escolher uma
roupa para ir até lá, não quero chamar atenção, queria ir de shorts mais ‘
dizem ‘ que é falta de respeito então tenho que me espremer nesse calor dentro
de uma calça –

Peguei o celular e as chaves do meu carro, finalmente eu iria dirigir,
tranquei a casa e fui. Não demorei muito para achar o tal cemitério, era bem
fechado e na porta avia vários reportes afe esse povo me irrita, mais fazer o
que é o trabalho deles. Entrei e estacionei o carro um pouco afastado da capela
e fui andando em direção até lá, de longe avistei uma das primas do Luan acho
que era a Camila;
Você: Camila?
Camila: Oi Seunome – Sorri amavelmente pra mim, ufa
acertei! –
Você: E ai?
Camila: Tudo péssimo, Luan passou mal, agora tá
sentado lá num banquinho do lado de fora,
Brubs tá sentada com ele.
Você: Me mostra onde eles estão?
Camila: Claro.
Fomos conversando enquanto íamos ao local onde
estava acontecendo o velório, de longe vi, meu pequeno chorando como uma
criança ao lado da mãe, fui em direção a ele e abracei Israel de lado, que
retribuiu, Brubs me deu um sorriso torto, eu sabia que ela estava dando o maximo
de si pra não chorar igual ao irmão, e ao lado dela meu príncipe e seus pais
chorando, Amarildo mais contido segurando os ombros do filho e Mari agachada na
frente dele falando algo que eu não conseguia ouvir. Mari me viu, e sorriu,
Luan acompanhou o olhar dela que se cruzou com o meu, cheguei mais perto dele
que se levantou e me abraçou, caindo no choro.
Você: Eu to aqui, pode chorar.
Ele não conseguia falar nada. Segurei a onda para
não cair no choro junto, estava ali pra ajudar e não piorar a situação,
Luan: Posso conversar com você?
Você: Claro, vamos ali no restaurante, tudo bem pra
você?
Ele só balançou a cabeça em sinal de sim, e nos
seguimos em direção ao restaurante, eu estava com fome, e sei que ele também
não tinha comido nada, de vez em outra tínhamos que parar pois tinham pessoas
que queriam dar os pêsames ao Luan, chegamos e sentamos em um lugar bem ao
fundo para não sermos incomodado.
Luan: Queria te pedir perdão – ele soluça –
Você Pelo que, não tem que pedir nada tá – Digo com
voz doce –
Luan: Tenho sim, agora que eu sei o que é perder um
filho que eu sinto o que você passou,
Você: Luan você está passando por uma coisa muito
pior que eu, mais vai ficar tudo bem tá? – Eu faço carinho em sua mão enquanto
algumas lagrimas que insiste em cair dos olhos inchados dele – Não era pra ser,
só isso.
Luan: Doi perder um filho, e agora eu sei o que é
isso.
Você: dói sim, mais dói mais ainda ver quem nos
amamos sofrer por algo que não volta, eu sei que é cedo demais pra falar isso,
mais eu tenho certeza absoluta que a Jade nem seu filho, tanto se fosse nosso
ou de vocês dois ficaria feliz de ver você assim, e existem milhões de meninas
que dependem do seu sorriso para serem felizes.
Luan: Você sentiu ele na sua barriga?
Você: Não, quando eu vi já tinha perdido.
Ficamos em silencio e eu peço dois lanches e forço
ele a comer, ficamos lá por uma hora e depois voltamos, fico ao lado da Bruna,
Israel e mais algumas pessoas amigos e parentes que estavam lá, não demorou
muito mais tempo até que enterrassem a Jade, disseram que deixaram o feto
dentro dela agora se é verdade eu não sei. Vi ao longe a mãe e o irmão dela que
choravam feito bebes, me deu uma dó, estávamos todos voltando para a casa, Eu
ia no meu carro sozinha, Bruna e Israel no deles, Luan ia com seus pais, e o
resto da família iriam todos embora para a casa. Hoje foi um longo dia, e acho que
agora o Luan me entende, o porque eu fiquei tanto tempo sem falar com ele, tudo
o que aconteceu, posso ter sido muito ruim com ele antigamente mais agora as
coisas mudaram nos somos da mesma família e praticamente pais de uma criança
que esta por vir. Espero que toda situação melhore, e que claro, ele melhore.
** 1 semana depois **
Estávamos almoçando eu tinha preparado uma
macarronada maravilhosa, claro que a Mari me ajudou na cozinha, essa semana foi
meio agitada, Bruna sentido dores a todo instante, íamos e voltávamos do
hospital e nada da Eduarda nascer, o Luan iria ficar 1 mês sem fazer shows, por
causa do Luto e pelo nascimento da Dudinha, Israel também parou os shows só que
por 2 semanas, já tínhamos acabado de comer, eu estava tirando os pratos da
mesa com a ajuda da Bru e Marizete;
Bru: - Suspiros profundos –
Mari: Tá tudo bem filha?
Bru: Só uma dorzinha chata,
Você: Faz quanto tempo que você tá sentindo essas
dores?
Bru: Desde ontem a noite,
Mari: Quer ir ao medico?
Bru: Não, Ai!
Israel: O que foi? – Ele chegou todo louco na
cozinha, tive que rir –
Bru: Uma dor chata demais!
Virei para a pia e continuei a colocar os pratos na
lava louças, até que;
Mari: Ai meu deus – Ela coloca as mãos na boca –
Quando me viro Bruna está sentada numa cadeira
atrás de mim, e com um liquido descendo pelas suas pernas e molhando o chão.
Você: Vai nascer!!!!
Assim que eu disse essas palavras vi Israel ficar
mais branco que o normal;
Amarildo: Bora gente pro hospital.
Sequei minhas mãos e fui ajudar Bruna a se
levantar;
Você: Cuidado vem devagar
Bru: Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!
Israel: O que faço??
Amarildo: A bolsa dela já tá dentro do carro?
Israel: Já...
Você: O meu carro está na frente do seu, Luan tira
lá por favor – entreguei a chave que estava pendurada –
Mari: Eu te ajudo filha.
E assim fomos carregando Bruna até a garagem, bem
devagar, a cada passo nos víamos um caminho de líquido escorrendo pelo chão,
Marizete já estava com lagrimas nos olhos;
Bru: Cunha tinha uma foto – Ela sorria boba –
Você: Foto Bruna? Agora?
Bru: Claro! Quero registrar cada momento!
Você: No hospital eu tiro Bru, vem vamos entrar no
carro.
Bru: Não tinha uma agora! Por favorzinho – Ela pede
manhosa aaaah não aguento com ela! –
Você: Cadê o celular?
E assim ela tira o celular que estava no bolso
dela, e me entrega,
Você: Faz um pose – Ela sorri e faz –

Bru: Quando eu estiver no hospital eu posto.
Você: Ok, agora vamos?
Ela fez que sim com a cabeça e uma carinha de dor, Luan
já tinha tirado meu carro, seu Amarildo ia dirigindo, pois o Israel estava
tremendo.
Mari: Luan pede pra Maria fechar tudo lá em casa –
Ela diz entrando já no carro –
Luan: Tá, já to indo atrás de vocês – Ele saiu
correndo para a casa dele. –
Israel: Você não vai demorar né?
Você: De jeito nenhum! Eu só vou trocar de roupa, e
to indo tá!
Ele acenou com a cabeça e Bruna de um grito um
Aiiiiiiiiiiii, que deu para escutar da rua,
Israel: Deixa eu ir logo, minha filha vai nascer!!
E saiu correndo para dentro do carro, eles saíram e
eu fechei o portão da garagem, e corri para o meu quarto trocar de roupa, já
que uma blusa cheia de molho de tomate não era a melhor opção para se ver sua
primeira sobrinha – afilhada nascer. Encontrei Gaby na cozinha secando a posa
de aguá da Bruna e pedi para que ela fechar a casa quando fosse embora, e se
quisesse ir lá na maternidade, ela concordou e eu peguei as chaves do carro,
documentos, celular, tudo ok, agora vamos para a melhor parte ver minha menina,
Luan vinha até o portão e perguntou se eu dava uma carona para ele, mais é
claro que eu daria que pergunta! Como eu estava nervosa, pedi para que ele
dirigisse e assim ele fez, não demorou nem 20 minutos e já estávamos lá, Luan
não dirigiu, ele achou que estava em uma corrida de formula 1, mais nesse exato
momento eu não estou ligando pra muita coisa, mais se chegar uma multa, claro
eu já disse para ele, que ele quem irá pagar.
Você: Oi boa tarde, família Santana e Novaes
Recepcionista: Ah sim, a moça que acabou de ser
levada para a sala de parto, me acompanhem que vou levar vocês até lá.
Levar – nos até lá? Oxi, mais nos vamos assistir ao
parto?
Recepcionista: Aqueles sãos seus familiares né? –
Eu e Luan balançamos a cabeça confirmando – Então, ali naquele vidro é aonde a
moça Bruna né? Ira ganhar o bebe, vocês podem acompanhar tudo pelo vidro e ver
esse momento tão especial, só pedimos o mínimo de silencio.
E assim ela sai e vamos ao encontro e da Mari e
Amarildo e de algumas amigas da Bruna que estavam lá, Ana, Ligia, e Gaby.
Perguntei sobre Israel e eles disseram que ele foi trocar de roupa, vimos a
Bruna lá dentro sendo preparada para o parto que seria normal, e logo Israel
surge ao lado dela, com uma roupa hospitalar e uma mascara no rosto e uma touca
na cabeça, ele olha através do vidro e vem em minha direção, ele faz um gesto
como se fosse para nos orarmos, e é claro é isso que estamos fazendo, eu fiz um
coração com as mãos e disse que o amo, ele sorriu com os olhos marejados, vi
ele tirando o celular do bolso e colando o rosto junto com o da Bruna, mais uma
foto para recordação.
Mari: Que de tudo certo.
Você: Vai dar!
E assim começou todo o procedimento, Bruna começou
a fazer força, e mais força, Com uma mão ela segura a mão do Israel que não
sabia se olhava para a Bruna ou para onde daqui a poucos minutos ou até
segundos nasceria uma anjinha, ou filmava. Ele estava perdido e tão fofo, e com
a outra mão ela segurava uma barra de ferro que tinha ao lado da cama, uma,
duas, três, no quarto empurrão um choro ecoou pela sala, os médicos levantaram
– na e assim vimos a Eduarda Santana de Novaes toda cheia de sangue e chorando,
quando dei por mim estava imersa em lagrimas, Bruna tinha caído exausta na mesa
de cirurgia e Israel chorava igual a filha. Amarildo e Mari se abraçavam de
ladinho e choravam, alias todos estavam chorando Luan chegou ao meu lado e me
abraçou nossa ‘ filha ‘ tinha chegado, os médicos levaram a Duda ao lado de
Bruna ela deu um beijo na testa da bebe, Israel chegou ao lado delas e pediu
para que um enfermeiro que estava ali tirar uma foto, deve ter ficado linda,
ele também deu um beijo na testa da minha pequena e os médicos levaram – na
para fazer esses exames, Israel e Bruna olharam para nos que estávamos todos
chorando e fizeram sinal de positivo com as mãos, ele deu um beijo nela e saiu,
a enfermeira chegou para nos e disse que Bruna iria para o quarto em meia hora
e que era para nos ficarmos na sala de espera, e assim fizemos.
Amarildo: É incrível que com três empurrões sua
vida muda completamente.
Mari: E pra melhor.
Ai Deus avós babões já estou até vendo! Fomos para
a sala de espera e começamos a conversar, Israel chegou e veio me abraçando, e
claro chorando.
Israel: Minha filha é a coisa mais linda do mundo!
Você: É claro que é.
Mari: Cadê as fotos quero ver como ela é!
Ele tirou o celular do bolso e começamos a ver as
fotos, era muito cedo para dizer com quem ela se parecia, mais o nariz é igual
o da Bruna, o medico da Brubs chegou na
salinha e disse que nos já podíamos visita – lá no quarto, e assim nos fomos,
eu e Luan conversando muito, é bom ver que ele está um pouco melhor, e agora eu
sei que com a chegada da Duda ele vai conseguir superar.
Continua
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